FARAÓ 2

01/05/2012 22:37

Ciência misteriosa dos faraós: parte 2 – Revelações de Quéops

19 de março de 2009 | Comente!
Luis Dufaur
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Segunda parte da série de artigos sobre o livro “A Ciência Misteriosa dos Faraós” escrito pelo Pe. Théophile Moreux.

"A Ciência Misteriosa dos Faraós", Pe. Théophile Moreux

Pe. Moreux foi um sacerdote astrônomo que se interessou pela arqueologia. Segundo ele, a razão foi que as tábuas astronômicas dos povos mais remotos esclarecem muitos problemas relativos à história mais longínqua.

Ele explica que os eclipses não duvidosos registrados pelos sábios da China não têm mais de 4400 anos.

As tabelas dos indianos foram criadas a posteriori e mal calculadas. Os livros sagrados indianos — os Vedas — sem dúvida são posteriores a Moisés, e a coleção Surya-Siddantha, que segundo os brâmanes teria milhares de anos, na realidade no máximo é do século XI d. C. A lenda de Chrishna é um pasticho grosseiro dos Evangelhos.

“Na hora atual, ninguém contesta que é do lado do Egito que é preciso procurar, gravados em pedra, os testemunhos mais longínquos de um pensamento escrito” , conclui ele.

Quem eram os egípcios tão presentes na História Sagrada?

Por volta do ano 4.000 a.C. tribos errantes chegaram às ribeiras do Nilo. Elas vieram da Assíria, a través da Caldéia. Sua ascendência era semita mesclada com camitas oriundos do Oceano Indico e da Babilônia.

A história egípcia acaba no ano 525 a. C. quando Cambises, rei de Pérsia, conquistou o reino e acabou com a 25ª e última dinastia.

O interesse pelos egípcios é por causa de sua civilização, uma das maiores portadoras de tradições orais que vinham de Adão.

Sem dúvida, os transmissores mais fidedignos dessa tradição, sobretudo no campo moral e religioso, formaram o filão que gerou Abraão.

Outras estirpes e raças guardaram melhor outros aspectos. Os caldeus, a astronomia por exemplo. Os egípcios, a ciência, o simbolismo e a arquitetura.

Torre de Babel

Há perguntas que ficam no ar. Todos esses povos, quando eram ainda muito pouco numerosos, estavam reunidos em torno da Torre de Babel.

De algum modo, eles participaram naquela tentativa orgulhosa que deu num fracasso e a punição divina: eles não conseguiram mais se entender.

Com a confusão das línguas veio a dispersão. Eles saíram em todas as direções da Terra.

Os egípcios estariam entre os arquitetos da Torre de Babel?

Outra pergunta: os antepassados dos índios que vieram à América, o que é que faziam no tempo de Babel?

Por certo, algumas tribos que vieram para América tinham grandes conhecimentos de arquitetura (como o provam as pirâmides maias) e de astronomia (Machu Pichu).

Os Astecas do México também tinham templos e construções piramidais.

Os índios amazônicos formaram cidades com construções piramidais. Se eles estão como estão é pela decadência moral e cultural. Isto não espanta ninguém. Os Maias ‒ ao que tudo indica, os mais cultos ‒, decaíram também a ponto de desaparecerem.

Os Incas estavam no último ponto da queda quando chegaram os conquistadores espanhóis. Os Astecas do México também tinham templos e construções piramidais.

Tudo isto sugere um tempo em que os povos os mais distantes estiveram reunidos e partilharam um mesmo saber e uma mesma cultura. I. é, a humanidade de antes da Torre de Babel.

Voltando ao Egito, o Pe. Moreux explica:“os verdadeiros egiptólogos concentram toda sua atenção nos túmulos reais mais antigos, contemporâneos de uma época em que a civilização ainda teve tempo de alterar as tradições primitivas.”

Acredita-se que Menes, primeiro faraó, estabeleceu a unidade egípcia. Porém, se ignora quase tudo sobre ele, salvo que teria reinado por volta do ano 3.300 a.C. — data sobre a qual não há consenso.

O interesse histórico se concentra nos reis da IV dinastia, por volta de 2500 a.C.. Nesta época surgiram as Grandes Pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.

não seria suficiente para pagar os operários encarregados de demoli-la.”]

uéops tem perto de 150 metros de altura e uma base de cinco hectares; pesa 6 milhões de toneladas e a riqueza do Egito [no ano em o Pe. Moreux escreveu o livro

“A maior, Quéops, o Khuvu das inscrições hieroglíficas, chama imediatamente a atenção pelas suas proporções fantásticas”, sublinha o Pe. Moreux.

Quéops tem perto de 150 metros de altura e uma base de cinco hectares; pesa 6 milhões de toneladas e a riqueza do Egito [no ano em o Pe. Moreux escreveu o livro] não seria suficiente para pagar os operários encarregados de demoli-la.

Para construí-la, criou-se um enorme viaduto de 925 metros de extensão e 19 de largura, feito de pedras polidas e ornado com figuras de animais ‒ como narrou o historiador grego Heródoto (II, 124).

Alguns blocos têm 10 metros de extensão. Um deles supera os 170 metros cúbicos e pesa mais de 470 toneladas. Não se consegue passar o fio de uma faca entre pedra e pedra, de tal maneira estão bem encaixadas sem usar cimento algum.

Bacia no centro de Quéops

As pirâmides serviram de túmulos para faraós e magnatas. Mas, a de Quéops é intrigante.

Certamente jamais houve nela múmia alguma. Os nomes câmara do rei, câmara da rainha no caso de Quéops são fantasiosos. Não há inscrições funerárias como nas outras.

No local onde deveria haver um sarcófago, na câmara do rei, só há uma bacia de pedra admiravelmente entalhada.

O Pe. Moreux sublinha:“a Grande Pirâmide não é um túmulo. Então, com qual finalidade foi construída? Mistério”.

Posicionamento Geografico


Coordenadas do Nilo

Durante a expedição de Napoleão, a missão científica que o acompanhava fez a triangulação do Egito, e usou a Grande Pirâmide como ponto de referência. Então, constatou que a prolongação das diagonais dela encerra perfeitamente o delta do Nilo e que a linha Norte-Sul que passa por seu topo divide o delta em dois setores rigorosamente iguais.

Pontos cardeais

Todas as pirâmides deviam ter seus lados voltados para os pontos cardeais. Mas, com exceção de Quéops, elas estão mal orientadas. Para não errar é preciso vencer sérias dificuldades, porque a bússola aponta para o Pólo magnético e não para o Pólo geográfico. A estrela Polar indica muito imperfeitamente a posição do Pólo, porque a Terra tem um movimento oscilatório que modifica a posição aparente da abóboda celeste.


 O famoso astrônomo Tycho Brahe (1546-1601), errou em 18 minutos de arco a orientação do célebre Observatório de Urianenbourg. Mas a Grande Pirâmide apresenta um erro mínimo, como se seus arquitetos conhecessem o que milênios depois, a ciência estabeleceria com ingentes sacrifícios.

O meridiano terrestre

Hoje se utiliza o meridiano de Greenwich para dividir a Terra, iniciar os horários e os dias. Porém o meridiano ideal é o da Grande Pirâmide. “Porque é o que atravessa mais continente e o mínimo de mares. Aliás, ele é exclusivamente oceânico a partir do estreito de Behring e, coisa mais extraordinária ainda, se se calcula exatamente a extensão de terras que o homem pode habitar, verifica-se que o famoso meridiano as divide em duas partes rigorosamente iguais”.

Como os construtores da Grande Pirâmide teriam podido mensurar a Terra toda?

O paralelo mais terrestre

“Puxemos um paralelo pelo grau 30 latitude Norte. O que constatamos? Esse círculo traçado em volta do planeta abarca a maior extensão continental. Ora, é precisamente sobre esse paralelo que foi construída a Grande Pirâmide”.

O Pe. Moreux mostra ainda mais, Quéops não está exatamente no paralelo 30 Norte mas no 29 58’51′ N. E, de fato, quem olha o pólo celeste desde essa posição o vê como se estivesse exatamente no paralelo 30 N.

A causa desta distorção é a refração atmosférica. Porém, este fenômeno só foi descoberto milênios depois. Entretanto, os construtores da Pirâmide agiram como se soubessem dele.

Na ordem geométrica

Heródoto conta que os sacerdotes egípcios lhe ensinaram que as proporções entre o lado da base e a altura, eram tais que “o quadrado construído com base na altura vertical igualava exatamente a superfície de cada uma de suas faces triangulares”.

Esta referência, segundo o sacerdote astrônomo, prova que desde sempre Quéops foi calculada para “materializar, para dizer assim, noções numéricas e relações matemáticas dignas de serem conservadas”.

A quadratura do círculo e o número Pi

 É uma velha preocupação descobrir por cálculos geométrico-matemáticos as proporções de uma figura que tenha a mesma superfície de uma figura diversa. Por exemplo, quanto medem os lados de um quadrado que tem a mesma superfície de um triângulo dado.

A dificuldade era imensa quando se tentava passar de uma figura retangular a outra circular, pois requer o número Pi (3,14159265358979323846…) que custou muitíssimo definir.

Mas encontra-se o número Pi na Grande Pirâmide dividindo o perímetro da base por duas vezes a altura. Este resultado não é acidental, pois os ângulos dos lados foram modificados para produzir esse número.

Quer dizer, conclui esta parte, o Pe Moreux, “este monumento único no mundo é bem a consagração material de um valor importante que para obtê-lo o espírito humano empreendeu esforços inimagináveis”.

Mas as revelações de Quéops não ficam por aqui. Elas até são muito mais incríveis. Veremos isso no próximo artigo.

Fonte: Blog Ciência confirma a Igreja 
http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com/